terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Estrela

Desprendeu-se do céu.
Caiu e eu a vi solitária implorando companhia.
Sorria um sorriso torto.
Olhava de longe toda a gente
E como se não bastasse as cuidava.
Perdeu-se no seu tempo, na sua história, na sua busca.
Duelou por várias vezes consigo mesma.
E questionava-se: será este aqui o meu lugar?
Como não havia remédio,
Vivia...caminhava...existia.
Mesmo não sendo espetacular
Tinha no seu interior um brilho imenso
Que pouquíssimas pessoas conseguiam perceber.
Preocupava-se calada, cuidava calada, vivia calada.
A verdade da vida a preocupava.
As dores da vida latejavam.
E para não senti-las mais
Sanava as das outras pessoas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Boas notícias

"Ah! que venham mais.
Frescas e suaves...
As boas notícias nos transformam.
É como se fossem luz em um vale sombrio."

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

sábado, 6 de setembro de 2014

FELICIDADE

Lá se vai ela...
Dona de si.
Intrigada e petulante
Na sua sina de dar de ombros
Para os que mais precisam dela.
Tem a moral em alta
Alta alta-estima.
Brilha...brilha intensamente.
Que cores.
Ofusca.
Perturba.
É desejada, almejada.
Traz sorte,
Traz esperança.
Ah! a FELICIDADE.
Sei pouco de mim
E muito dela.
Não me sorri faz tempo.
Faz pouco de mim.
E eu a desejo eternamente.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ah! a saudade!

De todas as palavras que eu conheço em minha língua, existe uma que não consigo deixar livre no seu embalo visceral de compreensão. Vou até aos livros, dicionários, manuais. Não consigo decifrar e deixar de falar que sofro. Traduz-se fielmente a palavra saudade? Pode-se afirmar que ela seja sentida tão aguçadamente em outras línguas que não a minha? É filha de quem? Nasceu livre? Possui cores? Se está no papel, tudo bem! E se está na pele, no coração, no nosso íntimo? A dor é igual? Há momentos em que nem sei se ela existe de fato. Embora, em outros, sinto que me corta feito navalha, destrinchando as paredes inertes do meu ser; aniquilando de vez toda e qualquer tentativa de compreendê-la. Ah! a saudade...

Melancolia

Particularmente, hoje, veio a Melancolia brincar comigo.
Quis saber de mim.
Dos meus anseios e direitos sobre a felicidade.
Gritei com ela o mais alto possível.
Fez-se de rogada.
Olhos penetrantes, quis investigar-me.
Vendo-me, assim, um pouco triste
Ergueu seu braço com espinhos
E me aninhou entre eles,
Burlando a minha vontade de ser feliz.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O sábado sob a ótica de três tempos diferentes.


Quando o nascer do sol toca a alma nova,
Cheia de vontades das descobertas do mundo,
Esse Dia tão bendito, o sábado tão bonito
Durava bem mais do que marcava o relógio grande na cozinha.

Depois que a vida girou mais rápido,
A flor da idade mais bela,
As luzes da inocência deixam o palco
E o Dia tão bendito, o sábado como num grito,
Empurrava o desejo da liberdade para perto do futuro.

Finalmente, a vida passou
E nem se viu seu pulsar de tão rápida.
Os sonhos, junto dos cabelos, envelheceram...
E o Dia tao bendito, o sábado aflito,
Determinou que o brilho cessasse e fossem guardadas, por fim,
Todas as esperanças...