Uma folha seca planando sobre um parque florido
Em plena primavera
No amanhecer mais lindo
Voando, voando...
Sem destino
Sem razão
Acompanhando o mundo
Do ponto exato
De onde os olhos de Deus
Supostamente estão...
Assim é a liberdade
Amar com devoção
Sem correntes
Sem muros
Algemas
Livre amar
Livre escolher
Sou eu a folha
Que se prepara para pousar...
Deixando o vento livre a me levar
Esta é a emoção da vida!!!
terça-feira, 29 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
De todas as coisas do mundo
De tudo o que tem mais brilho e fulgor
Gosto mais da escrita
Palavras...
Escrevo-as há muito
São eternas companheiras
Mostram-se sãs. Verdadeiras.
Espumas que brincam no ir e vir dos meus momentos
São co-irmãs da arte de falar
De poder exercer poder aos que nelas se atém
Quem dera silenciar uma arma
Quem dera calar quem fere, que desfere
Não há no mundo pra mim
Ação mais inquietante
Do que escrever palavras saltitantes
Esvoaçam em torno do papel
Ah! escrevo à mão muitas vezes
Sou do século passado
Romantismo em pequenas letrinhas
Que transformam-se mais tarde
Em cura para meu maior mal:
A solidão.
De tudo o que tem mais brilho e fulgor
Gosto mais da escrita
Palavras...
Escrevo-as há muito
São eternas companheiras
Mostram-se sãs. Verdadeiras.
Espumas que brincam no ir e vir dos meus momentos
São co-irmãs da arte de falar
De poder exercer poder aos que nelas se atém
Quem dera silenciar uma arma
Quem dera calar quem fere, que desfere
Não há no mundo pra mim
Ação mais inquietante
Do que escrever palavras saltitantes
Esvoaçam em torno do papel
Ah! escrevo à mão muitas vezes
Sou do século passado
Romantismo em pequenas letrinhas
Que transformam-se mais tarde
Em cura para meu maior mal:
A solidão.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Cá estou eu
Pelo mundo
Arrastando móveis
De um lado para o outro
Tentando por ordem na bagunça
Encabeço revoluções
Mas de manso
Porque não quero fazer alarde
Porque não quero que seja tarde
Corro de um lado para o outro
Delegando funções para mim
Chego ao ponto de esbarrar em mim mesma
Finjo ser espelho, finjo que nem me vejo
E nesse vai e vem
Nessa missão fugaz
Esqueço de entender o quão é importante
Fazer tudo um pouco mais devagar
Para dar tempo de olhar o mundo
Que corre rápido pela janela
E lá se vão os anos
Correndo pela paisagem
Que esqueci de olhar
Dá pra voltar atrás?
Reviver melhor meus melhores anos?
Não. Nunca dá.
E na pressa
Na correria diária
Meu filho já tem vida própria
Meu carro já estragou.
Meu tempo esgotou...
Cá estou eu
Nessa vida, nessa dança
Esperando a lembrança
De que tenho que parar...
E me pergunto: quando????
Pelo mundo
Arrastando móveis
De um lado para o outro
Tentando por ordem na bagunça
Encabeço revoluções
Mas de manso
Porque não quero fazer alarde
Porque não quero que seja tarde
Corro de um lado para o outro
Delegando funções para mim
Chego ao ponto de esbarrar em mim mesma
Finjo ser espelho, finjo que nem me vejo
E nesse vai e vem
Nessa missão fugaz
Esqueço de entender o quão é importante
Fazer tudo um pouco mais devagar
Para dar tempo de olhar o mundo
Que corre rápido pela janela
E lá se vão os anos
Correndo pela paisagem
Que esqueci de olhar
Dá pra voltar atrás?
Reviver melhor meus melhores anos?
Não. Nunca dá.
E na pressa
Na correria diária
Meu filho já tem vida própria
Meu carro já estragou.
Meu tempo esgotou...
Cá estou eu
Nessa vida, nessa dança
Esperando a lembrança
De que tenho que parar...
E me pergunto: quando????
terça-feira, 22 de maio de 2012
Sensação plena de bater um papo com a escritora mais querida.
Ler palavra a palavra e concluir que o mesmo sentimento nos acomete.
Ela está tão viva. Tão dona de si.
Eu aqui, ela lá... Em planos diferentes, mas em um mesmo tempo.
Ler o que escreveu, o que escreve (diz meu coração) é um sentimento único.
Qual é a magia que estas palavras têm?
Alvoroçam meu espírito
Saciam minha tristeza
Esgotam as minhas dúvidas...
Só tenho a agradecer,
Escritora querida!
Fico eu aqui a te admirar
Cada dia mais, sempre mais um pouco.
Serenata
"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo" (Cecília Meireles)
Ler palavra a palavra e concluir que o mesmo sentimento nos acomete.
Ela está tão viva. Tão dona de si.
Eu aqui, ela lá... Em planos diferentes, mas em um mesmo tempo.
Ler o que escreveu, o que escreve (diz meu coração) é um sentimento único.
Qual é a magia que estas palavras têm?
Alvoroçam meu espírito
Saciam minha tristeza
Esgotam as minhas dúvidas...
Só tenho a agradecer,
Escritora querida!
Fico eu aqui a te admirar
Cada dia mais, sempre mais um pouco.
Serenata
"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo" (Cecília Meireles)
sábado, 19 de maio de 2012
ESTORVO...
Não precisa dizer não para mim. Tenho uma percepção tão rica do que se passa, nem precisa de afirmação para saber da negativa. Desculpe, mas nasci assim. Tenho feeling para isso. Basta um olhar, um sorriso amarelo, uma pergunta sem resposta, aquela que ficou no vácuo...para eu ter a plena certeza que devo calar, que devo procurar outro lugar, ou ainda me ausentar. Não é assim que deve ser feito? Não esperem eu bater de frente. Não! Isso seria a última ação. Melhor o não do que o sim camuflado. Prefiro assim, pois a dor torna-se menor, com o tempo acostuma-se. Não morrerei por isso. Há tantas outras maneiras de ser feliz. Assim, apenas calo, vou ou me ausento. Quem quiser perguntar por mim, pergunte ao vento. Deixarei com ele argumentos...procurem-me...
Não precisa dizer não para mim. Tenho uma percepção tão rica do que se passa, nem precisa de afirmação para saber da negativa. Desculpe, mas nasci assim. Tenho feeling para isso. Basta um olhar, um sorriso amarelo, uma pergunta sem resposta, aquela que ficou no vácuo...para eu ter a plena certeza que devo calar, que devo procurar outro lugar, ou ainda me ausentar. Não é assim que deve ser feito? Não esperem eu bater de frente. Não! Isso seria a última ação. Melhor o não do que o sim camuflado. Prefiro assim, pois a dor torna-se menor, com o tempo acostuma-se. Não morrerei por isso. Há tantas outras maneiras de ser feliz. Assim, apenas calo, vou ou me ausento. Quem quiser perguntar por mim, pergunte ao vento. Deixarei com ele argumentos...procurem-me...
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Tenho muita pena das pessoas pequenas.
Daquelas que riem de tudo
Que ridicularizam todos
Até a si próprios
Tenho pena, pena de verdade,
Das pessoas que são pela metade
Que não conseguem discernir
Entre o atoleiro onde estão e o que ainda há de vir
Vivem enterrados no lodo fétido do egoísmo
Em pensamentos e ações que cheiram mal
Acham que são os maiorais
Ditam leis
Esboçam sorrisos amarelos
Preferem partir a corrente
Do que manter os elos
São sozinhos, pobrezinhos
Em uma torre de hipocrisia e desdém
Para mim
Não são ninguém...
Alguém que perdeu o rumo
Que fechou os ouvidos
Ignorou a voz que sempre sabe
Não desceu do muro
Olha por cima
Diz que é sábio
Pobre, burro!
Daquelas que riem de tudo
Que ridicularizam todos
Até a si próprios
Tenho pena, pena de verdade,
Das pessoas que são pela metade
Que não conseguem discernir
Entre o atoleiro onde estão e o que ainda há de vir
Vivem enterrados no lodo fétido do egoísmo
Em pensamentos e ações que cheiram mal
Acham que são os maiorais
Ditam leis
Esboçam sorrisos amarelos
Preferem partir a corrente
Do que manter os elos
São sozinhos, pobrezinhos
Em uma torre de hipocrisia e desdém
Para mim
Não são ninguém...
Alguém que perdeu o rumo
Que fechou os ouvidos
Ignorou a voz que sempre sabe
Não desceu do muro
Olha por cima
Diz que é sábio
Pobre, burro!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Liberdade de ir e vir
Não sei se a perdi por aí
Ser livre e estar presa
Com pressa de voltar
Ser presa e estar livre
Sem sair do lugar
Quem disse que a mente não vaga?
Vai longe e ainda indaga:
Quem é que vai me parar?
Se perdi a liberdade
Sem nunca ter tido
Se andei no escuro com medo de abismos
Se chorei presa no lugar, se cansei de tanto esperar
É porque eu moldei a vida assim
E para dar um basta nisto tudo
Só eu, só eu e mais ninguém...
Não sei se a perdi por aí
Ser livre e estar presa
Com pressa de voltar
Ser presa e estar livre
Sem sair do lugar
Quem disse que a mente não vaga?
Vai longe e ainda indaga:
Quem é que vai me parar?
Se perdi a liberdade
Sem nunca ter tido
Se andei no escuro com medo de abismos
Se chorei presa no lugar, se cansei de tanto esperar
É porque eu moldei a vida assim
E para dar um basta nisto tudo
Só eu, só eu e mais ninguém...
De certo eu devia ter falado
Não quis
Não falarei
Quando calo
Calo pra sempre
As minhas palavras que vi no vento
Se foram
Caíram esparramadas nas ondas crespas do mar
Diluíram-se
Agora são nada
Agora são tudo
Tudo o que não falei
Tudo o que eu devia ter falado
Tudo o que não caberia falar para não magoar
Fico, então, com um nó na garganta
Na alma, talvez?
Criando feridas internas
Dilacerando tudo aquilo em que me tornei
Desmoronando o muro alto em que me coloquei
Para não ter que enxergar quem eu não queria ver...
Pedaço a pedaço, tudo vai caindo
E eu, de repente, me deparo com quem eu jamais queria ver...
Não quis
Não falarei
Quando calo
Calo pra sempre
As minhas palavras que vi no vento
Se foram
Caíram esparramadas nas ondas crespas do mar
Diluíram-se
Agora são nada
Agora são tudo
Tudo o que não falei
Tudo o que eu devia ter falado
Tudo o que não caberia falar para não magoar
Fico, então, com um nó na garganta
Na alma, talvez?
Criando feridas internas
Dilacerando tudo aquilo em que me tornei
Desmoronando o muro alto em que me coloquei
Para não ter que enxergar quem eu não queria ver...
Pedaço a pedaço, tudo vai caindo
E eu, de repente, me deparo com quem eu jamais queria ver...
quarta-feira, 2 de maio de 2012
CÉU ESTRELADO
Depois de um dia tão lindo,
Depois de bendizer a vida,
Despeço-me do sol
Vida vida vida
Enche a minha com o toque quente e acolhedor...
Depois da volta pra casa
Café com leite, pão fresquinho
Pernas esticadas no sofá
Cheirinho de lenha no fogão
Depois de eu reinventar o cansaço
Lastimar a dor pelo corpo
Vou deitar pra ver o céu
Lá de onde eu vim
Matar saudades de seus brilhos
Contar segredos, segredinhos
Olhar aquele céu que enfeita minha vida
Cenário do palco da minha jornada.
Deito e reflito:
Pode haver coisa mais linda no mundo?
Mas logo respondo para mim mesma:
Este céu estrelado não pertence a nós,
Não é daqui...
Já estava lá, antes mesmo da Terra nascer
Já estava a olhar para a imensidão vazia
Ah! meu céu estrelado, meu lugar, meu abrigo...
Continues a cuidar de mim, assim de longe
Porque um dia eu volto e vou brilhar junto de você. :)
Depois de um dia tão lindo,
Depois de bendizer a vida,
Despeço-me do sol
Vida vida vida
Enche a minha com o toque quente e acolhedor...
Depois da volta pra casa
Café com leite, pão fresquinho
Pernas esticadas no sofá
Cheirinho de lenha no fogão
Depois de eu reinventar o cansaço
Lastimar a dor pelo corpo
Vou deitar pra ver o céu
Lá de onde eu vim
Matar saudades de seus brilhos
Contar segredos, segredinhos
Olhar aquele céu que enfeita minha vida
Cenário do palco da minha jornada.
Deito e reflito:
Pode haver coisa mais linda no mundo?
Mas logo respondo para mim mesma:
Este céu estrelado não pertence a nós,
Não é daqui...
Já estava lá, antes mesmo da Terra nascer
Já estava a olhar para a imensidão vazia
Ah! meu céu estrelado, meu lugar, meu abrigo...
Continues a cuidar de mim, assim de longe
Porque um dia eu volto e vou brilhar junto de você. :)
Leia-se...
Pergunte-se: Você acredita no amor? Ria se a resposta demorar mais de dois segundos para acontecer. Preocupe-se em analisar bem os dois lados: o do sim e do não. Perdoe-se se a resposta demorada for não. Acalente-se em seus próprios braços para ser consolado. Entretenha-se em perseguir o porquê de tanta frieza em seu ser. Encoraje-se em encontrar respostas há tanto tempo guardadas em seu coração. Permita-se fazer uma longa reflexão sobre sua jornada. Escute-se mais, procure sentir a sua voz escondida por tantos sentimentos infelizes. Erga-se e continue seu caminho. Talvez as respostas estejam mais lá para frente, para o futuro. Reconstrua-se todos os dias, molde seu futuro, suas ações, seus sentimentos. A vida é sua. Mexa-se!!!!!
Pergunte-se: Você acredita no amor? Ria se a resposta demorar mais de dois segundos para acontecer. Preocupe-se em analisar bem os dois lados: o do sim e do não. Perdoe-se se a resposta demorada for não. Acalente-se em seus próprios braços para ser consolado. Entretenha-se em perseguir o porquê de tanta frieza em seu ser. Encoraje-se em encontrar respostas há tanto tempo guardadas em seu coração. Permita-se fazer uma longa reflexão sobre sua jornada. Escute-se mais, procure sentir a sua voz escondida por tantos sentimentos infelizes. Erga-se e continue seu caminho. Talvez as respostas estejam mais lá para frente, para o futuro. Reconstrua-se todos os dias, molde seu futuro, suas ações, seus sentimentos. A vida é sua. Mexa-se!!!!!
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